Os problemas de Noronha

agosto 11, 2011

Com tantas reportagens elogiosas, tantos turistas maravilhados, tantas fotos paradisíacas, não é difícil pensar que Fernando de Noronha é de fato o que de mais próximo existe do paraíso na terra.

Em geral, as equipes de reportagem que vão a Noronha informam a Administração com antecedência. Com isso, por um lado garantem mordomias (muitas despesas pagas), mas por outro perdem autonomia (o Governo leva as equipes apenas para os melhores pontos).

Uma reportagem publicada pelo jornal pernambucano Jornal do Commercio intitulada O Paraíso às Avessas procurou mostrar o outro lado de Noronha.

E o jornal mostrou o dia a dia dos moradores de Noronha, que tem problemas com saúde precária, educação precária, pobreza e favelas, como todas as grandes cidades brasileiras. Mas mostrou também que várias das qualidades que tornam a ilha encantadora para turistas (acesso controlado, preservação ambiental, etc) fazem ao mesmo tempo a vida dos moradores mais difícil.

Por exemplo, em Noronha não há trânsito, pois o número de carros é pequeno (há um total de aproximadamente mil veículos na ilha), e controlado pela Administração. Isso é bom para o turista, que não enfrenta congestionamentos – e, quando necessário, recorre ao buggy. Mas e o morador, que precisa de um veículo para se deslocar?

A solução é comprar uma das poucas licenças existentes, a um valor que chega a R$ 60 mil. É verdade que em outras cidades existe um mercado paralelo de licenças, mas nessas cidades a licença é para táxi, enquanto em Noronha a licença é para um carro comum

Mas esse não é o maior dos problemas. A reportagem mostrou que Noronha não tem hospital (há apenas um posto de saúde para cuidados básicos), não há boas escolas (as crianças de diferentes níveis tem que dividir espaços, ainda assim em instalações precárias), não há tratamento de lixo (muito embora a taxa de preservação, que todo turista paga, devesse em tese ser destinada para pagar o transporte do lixo para o continente), etc.

E isso tudo, ainda segundo a reportagem, é reflexo da má administração. Noronha não tem prefeito ou governador, tem um Administrador que é nomeado pelo Governador de Pernambuco. Por isso, aos cidadãos de Noronha é ainda mais difícil manifestar reprovação dos governantes através do voto.

A reportagem cita casos de conduta suspeita da Administração. Por exemplo, um visitante, por ter ficado anos e anos em Noronha sem pagar a Taxa Ambiental, foi multado em mais de R$ 240.000,00; o Administrador, após comprometer-se a cobrar a multa, preferiu expedir ao sujeito uma permissão de moradia em Noronha, livrando-o assim da multa.

A reportagem conversou com os moradores da ilha, visitou os recantos mais escondidos, que ficam escondidos dos olhos dos turistas.

Da próxima vez que visitar Noronha, lembre-se de que, apesar das paisagens de paraíso, ela tem muitos problemas da vida real.

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Hidronave tem lente para ver o fundo do mar Noronha

abril 3, 2011

Reportagem do Jornal Nacional deu destaque à hidronave de Fernando de Noronha; trata-se de uma embarcação cujo fundo foi substituído por uma grande lente de vidro (de formato aproximadamente circular com raio de 3 metros).

A hidronave permite que se visualize o fundo do mar de Noronha, sem que se façam mergulhos; é uma alternativa para crianças, idosos e pessoas com necessidades especiais, que não podem aproveitar as delícias de um verdadeiro mergulho em Noronha.

Ver abaixo o vídeo com imagens da Hidronave de Fernando de Noronha.

Por enquanto, a hidronave está levando estudantes e pesquisadores, mas a intenção é que futuramente ela seja utilizada também para fins turísticos.

Meu destino favorito: Noronha

novembro 4, 2010

O site Viagem de Ferias está perguntando aos seus usuários qual o seu destino favorito. No meu caso, nem precisaria falar, é Noronha.

Por que Noronha?

Em Fernando de Noronha, há sol e belas praias o ano inteiro. As águas são mornas e cristalinas. A brisa sopra permanentemente. E há tantas praias que sempre se pode encontrar alguma que combine mais com o seu gosto.

Há também a riqueza da natureza. Como a preocupação ambiental é muito forte em Noronha, há diversos locais em que tanto a flora como a fauna, principalmente a marinha, são protegidas. Por isso é que se podem ver golfinhos, tartarugas, aves, percorrendo trilhas ecológicas e seguindo um tour pelas praias de Noronha.

E atividade é o que não falta. Pode-se ficar dias apenas admirando as belezas. E pode-se gastar semanas aproveitando as ondas de Noronha para o surfe, ou os mares da ilha para mergulho – isso para ficar nas atividades turísticas mais tradicionais.

É por isso que quem vem a Fernando de Noronha jamais se esquece.

Cruzeiro em Noronha : Orient Queen

dezembro 3, 2009

O Orient Queen (Rainha do Oriente) é mais novo navio  da frota da operadora de turismo CVC. Com  15.781 toneladas, o Orient Queen é considerado um transatlântico de médio porte; para comparação, o Soberano, o maior da frota, tem 73.192 toneladas.

O Orient Queen, entretanto, tem o tamanho ideal para cruzeiros a Fernando de Noronha. A ilha só comporta embarcações de até 700 passageiros, e o Orient Queen tem capacidade para 900 (caso o navio chegue lotado a Noronha, algum sistema de rodízio provavelmente será implantado).

Único navio de cruzeiro a fazer o roteiro, o navio já está oferecendo partidas do Recife; com duração de quatro noites, a viagem custa a partir de US$ 798, em sistema all inclusive.

Há roteiros também para Fortaleza, Natal, Maceió e Salvador. Estão programadas vinte e três saídas para a temporada brasileira do navio, que permanece em águas tupiniquins até 15 de março de 2010.

Há 19 anos realizando viagens pelos mares do Nordeste, a CVC optou pelo Orient Queen, das Ilhas Marshall, pertencente à companhia Louis Cruises Lines, por sua grande oferta de área externa, um diferencial para quem viaja para destino de natureza. “Temos uma área externa que ocupa praticamente toda a extensão do navio, que é de 160 metros. Há ainda uma área coberta onde acontecem as recreações”, informa a operadora.

Puxar uma espreguiçadeira para admirar a embarcação se aproximando do arquipélago é algo imperdível. Enquanto a ilha não chega, a diversão é garantida nas piscinas, academia de ginástica, salão de beleza, butiques, teatro, quatro bares, discoteca, cassino, dois restaurantes (sendo um à la carte e outro bufê) e campo de minigolfe.

O Orient Queen substitui o Pacific, que está passando por reformas para ser reintegrado à frota. Dela, fazem parte ainda o Zenith e o Imperatriz que, junto com o Soberano, partirão de Santos, em São Paulo.

Ao todo serão 77 viagens pelo Brasil e América do Sul. A operadora prevê o transporte de 120 mil passageiros.

Recuperação da documentação histórica de Noronha

setembro 20, 2009

Atualmente, boa parte da História de Noronha encontra-se dentro de uma pilha de sacos plásticos empilhados num canto do anexo do Arquivo Público Estadual, na Rua Imperial, bairro de São José, área central do Recife; esses sacos contem diversos documentos históricos e administrativos do Governo de Noronha, que foram acumulados por décadas.

Um projeto público financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pretende remediar a situação; todo o acervo passará por um processo de restauração, que compreenderá a higienização, classificação, catalogação e acondicionamento das obras.

O BNDES, que regularmente financia obras de restauração do patrimônio histórico, cultural e artístico do Brasil, destinará esse ano o montante de R$ 8 milhões para recuperação de acervos documentais, abrangendo 26 projetos (diversos outros acervos de Pernambuco, Paraíba e Ceará também estão incluídos no catálogo do Banco).

O acervo de Noronha abrange 50 mil documentos que contam toda a história da ilha, incluindo o período em que o arquipélago abrigava um presídio que recebia detentos comuns e presos políticos. Pessoas importantes passaram por lá, como o líder comunista Gregório Bezerra  e o ex-governador Miguel Arraes.

O trabalho de resgate começou em 2000, quando já se constatava que a memória da ilha estava se perdendo; a documentação ficava guardada numa sala na Vila dos Trinta, bairro de Noronha, em condições precaríssimas. “Percebemos o problema quando foi preciso localizar a documentação de funcionários que estavam se aposentando, e não encontramos os registros; muita coisa se perdeu”, explica Sandra Veríssimo, coordenadora do projeto.

Um convênio foi firmado com o Arquivo Público Estadual e, em 2005, o material começou a ser trazido de avião e de barco para o prédio da Rua Imperial; Muita coisa já foi desembrulhada e organizada pelos pesquisadores.

Com recursos do BNDES, executou-se a primeira etapa do projeto, em 2006, quando uma parte da documentação foi higienizada e organizada em pastas. O prédio ganhou uma sala climatizada para guardar o acervo catalogado.

Agora, o desafio é cataloga o restante dos documentos. “Nesse estágio, a prioridade não é restaurar, nem digitalizar. Vamos classificar e dar uma organização para que, depois, esse material possa ser devidamente estudado”, diz Sandra. Serão contratados profissionais de várias áreas, como historiadores e arquivistas, para realizar o trabalho.

Além dos registros dos presídios político e comum, o material reúne informações do período em que a ilha foi administrada pelo Exército, depois pela Aeronáutica, seguido pelo Estado Maior das Forças Armadas, Ministério do Interior e, finalmente, a partir de 1988, pelo governo de Pernambuco.

Surf em Noronha

setembro 17, 2009

As ondas do arquipélago de Fernando de Noronha são famosas pelo tamanho, perfeição e radicalidade. Com 26 quilômetros quadrados e 16 praias paradisíacas, Fernando de Noronha é o point perfeito para quem quer pegar ondas grandes durante o verão.

No período de dezembro a março, o chamado “mar de dentro” (parte do litoral que fica voltado para o continente), que no resto do ano é uma piscina natural, transforma-se num liquidificador, com ondas poderosas que podem chegar aos cinco metros de altura. A força dessa ondas e o período em que quebram, similar ao arquipélago havaiano, renderam a Fernando de Noronha o título de “Hawaii Brasileiro”.

A comparação não é exagero. Quando entra um swell (ondulação) gigantesco, gerado pelo inverno no Atlântico Norte, as condições ficam realmente perigosas e só surfistas experientes em ondas grandes atrevem-se a enfrentá-las.

As melhores praias para a prática do surfe, na região leste da Ilha, são as do Cachorro e da Conceição. Mais ao sul, Boldró (com fundo de pedra) e Cacimba do Padre proporcionam ondas mais fortes num ambiente selvagem e inóspito. No lado Norte, as praias do Porto, Biboca, Ruro e Abras são consideradas o filé do surfe da Ilha, mas só quebram quando as condições estão especiais e a ondulação acima de dois metros e meio.

A onda mais famosa de Noronha é a da Cacimba do Padre. Nessa praia, as ondulações são sempre ocas, cavadas, tubulares sobre um raso fundo de areia e um visual alucinante ao lado do Morro dos Dois Irmãos.

Para surfar as fortes ondas de Noronha, além de bom preparo físico é preciso estar bem equipado. Pranchas grandes (gunzeiras), estrepes novos e boa parafina fazem a diferença. Opte pelo tipo de rabeta round pin (bem fechada) que agarra melhor nos tubos e drops. O ideal é levar pranchas com tamanhos entre 6,4 (cerca de 1,80m) e 7 pés (cerca de 2,10m).

Saber os limites, no entanto, é a primeira lição para quem vai para Fernando de Noronha. Se você não tem o hábito de surfar ondas grandes, então é melhor esperar que o mar esteja em condições médias. As ondas do arquipélago, em qualquer tamanho, garantem a diversão.

Pode-se chegar a Noronha voando a partir de Natal ou de Recife.

REFENO – Regata Recife – Noronha

setembro 14, 2009

Está quase tudo pronto para a largada da XXI REFENO – Regata Internacional Recife – Noronha.

A largada será no dia 19 de setembro, sábado, 15 horas, no Marco Zero (até o ano passado, a largada era no Cabanga Clube), centro do Recife – veja mapas da regata; estima-se que aproximadamente cem embarcações de sete países (Brasil, Argentina, França, EUA, Holanda, Itália e Ilhas Virgens) participem do evento.

A partir de hoje, 14 de setembro, a Empresa Pernambucana de Turismo disponibilizará  uma central de informações turísticas com recepcionistas bilíngues dentro do Cabanga Clube para atender os velejadores.

A chegada em Noronha, nas proximidades do Mirante do Boldró, está prevista para o dia seguinte; o atual recordista do percurso é o veleiro baiano Adrenalina Pura, com 14 h 34 min e 54 segundos, marca registrada na vitória de 2007 (o Adrenalina Pura é o maior vencedor da história da Refeno).

Pela quantidade de barcos, um número de 600 velejadores está sendo esperado pela organização. A festa de premiação está marcada para o dia 23, no porto do arquipélago de Fernando de Noronha. Os três primeiros colocados das 11 categorias e seus subgrupos recebem troféus; além dos vencedores, diversos outros competidores são premiados: o primeiro estrangeiro a cruzar a linha de chegada, o barco que vem de mais longe, o tripulante mais jovem e o mais velho, a embarcação com maior número de mulheres –  o penúltimo lugar, por ter vencido o último, recebe o prêmio Tartaruga Marinha.

No que diz respeito à organização, a Capitania dos Portos de Pernambuco manteve as mesmas regras do ano passado: cada embarcação precisa apenas de um GPS e os comandantes dos barcos devem ser portadores de habilitação náutica na categoria Mestre-Amador – o segundo dos três níveis amadores; a intenção é permitir que o maior número de interessados participe da regata.

Este ano, os tripulantes ganharão um presente na chegada ao arquipélago: uma tenda com frutas e massagistas para ajudar no relaxamento depois de tantas horas entre céu e mar. Para quem quiser desembarcar antes do restante dos companheiros de embarcação um serviço de táxi aquático estará à disposição.

Noronha busca fontes de energia limpa

setembro 5, 2009

Poucas pessoas se dão conta desse contra-senso: embora Noronha seja exemplo de turismo sustentável e preservação ambiental (entre outras medidas restritivas, o Governo limita o número de visitas simultâneas à ilha, e obriga todos os visitantes a pagarem uma taxa de preservação ambiental), o arquipélago é ao mesmo tempo um grande emissor de gases poluidores no meio ambiente.

Dependente do consumo de combustíveis fósseis – a exemplo do óleo diesel, usado na geração de energia elétrica –, a ilha apresenta alto índice per capita de emissão de gás carbônico.

Na tentativa de reestruturar esse modelo, o governo de Pernambuco criou, ainda em 1008, um grupo de trabalho para estudar mudanças na matriz energética da ilha. O Grupo fechou recentemente o relatório final do projeto, que está sendo apresentado em reuniões com outras partes interessadas; por ocasião da reinauguração da Usina Tubarão (controlada pela Celpe), o administrador da ilha, Romeu Neves Baptista, entregou uma cópia do documento ao presidente do Grupo Neoenergia, Marcelo Corrêa.

Coordenador do GT e diretor de infraestrutura de Fernando de Noronha, Gustavo Araújo, explica que a criação do grupo faz parte do Plano Estratégico Ambiental de Pernambuco e que foi instituído com a proposta de discutir alternativas tecnológicas para compor um novo modelo energético para o arquipélago, apostando na energia limpa.

O rol de parceiros  inclui secretarias estaduais, ministérios, Petrobras, Celpe, Aneel, Universidade Federal de Pernambuco e outros. Cada participante se comprometeu com uma série de ações, que serão desenvolvidas em curto, médio e longo prazo. A primeira meta é aumentar em 20% a participação de energias limpas e renováveis no prazo de dois anos.

A emissão per capita de gás carbônico em Noronha é alta (comparável a de populações de países desenvolvidos), chegando a 50,33 toneladas de CO2 por pessoa ao ano. O diesel queimado na termelétrica Tubarão – utilizado na geração dos 2 mil kW de energia consumidos pela ilha – é um dos principais agentes poluentes. Na lista de compromissos assumidos pela Celpe, estão ações de eficiência energética com a instalação de placas solares nas pousadas, eficientização do consumo em prédios públicos, doação de geladeiras e lâmpadas fluorescentes compactas, dentre outras medidas.

Estudos estão sendo feitos para melhor aproveitamento de duas formas de energia limpa alternativas: eólica e solaar.

Energia eólica. Atingida por um raio, a turbina eólica instalada no ano 2000 pelo Centro Brasileiro de Energia Eólica (CBEE) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) está sem funcionar, mas um dos compromissos da entidade é reativar o equipamento e ampliar a geração dessa fonte de energia alternativa na ilha. O CBEE prevê investimentos da ordem de R$ 3 milhões para instalar uma ou mais turbinas, elaborar o mapa eólico da ilha, instalar torres anemométricas para medição do potencial eólico e fazer estudos de viabilidade técnica.

Energia solar.Outro projeto de sustentabilidade da Celpe em Fernando de Noronha é a instalação de placas solares nas pousadas da ilha. Essa energia solar seria utilizada no aquecimento da água pelos estabelecimentos, para utilização nos chuveiros, por exemplo. Até agora as placas foram instaladas em 20 pousadas, mas a idéia é que se estenda aos 180 hoteis e pousadas de Noronha.

Aves em Noronha

setembro 4, 2009

Em Noronha, na praia da Cacimba do Padre, uma das preferidas dos surfistas, tendo os morros Dois Irmãos ao fundo, pode-se visualizar a imagem mais notória de que estamos numa maravilha natural: um engarramento de aves no céu.

São muitas aves, que dão a idéia de um congestionamento aéreo. Parecem gaivotas, mas são, na verdade, famílias de aves como o rabo-de-junco ou a catraia. Em ambas, um detalhe lindo de ser visto de longe: são animais com penas de rabo longas. Bailam no céu elegantes.

O arquipélago de Noronha abriga as maiores colônias reprodutoras de aves entre as ilhas oceânicas do Atlântico Sul tropical. Muito mais notória por ser um “berçário” marítimo, Noronha é também uma “maternidade” aérea de aves. O único registro de reprodução da pardela-pequena (puffinus assimilis), por exemplo, ocorre no arquipélago. Há, também, habitando as pedras e as áreas rasteiras das praias, espécies de aves parentes dos pelicanos: os muembos branco e marrom.

Obviamente que existe um custo para se manter tal conjunto de fauna e flora observável. Há um fluxo migratório controlado de turistas em Noronha (cerca de mil por mês) e a instituição de uma Taxa de Proteção Ambiental, que é “destinada a assegurar a manutenção das condições ambientais e ecológicas do arquipélago”, segundo lei estadual.

Desde 1984, existe uma unidade do Centro Nacional de Conservação e Manejo das Tartarugas Marinhas (Tamar), que zela pelas fêmeas, ovos e ambientes de reprodução de tartarugas. Esses animais são protegidos por decreto-lei que estabelece a proibição da captura, pesca e molestamento de todas as espécies em águas brasileiras.

Ver mais sobre aves de Noronha.

Banquete do Zé Maria

agosto 31, 2009

A Pousada do Zé Maria é conhecida por ser uma das mais luxuosas e badaladas de Fernando de Noronha (veja os motivos, de acordo com o próprio Zé Maria); o que poucos sabem é que a pousada é local também de um dos melhores restaurantes de Noronha. E que começou como um encontro com amigos transformou-se, hoje, no maior evento gastronômico de Noronha.

O festival gastronômico da Pousada Zé Maria, às quartas e sábados, costuma ter fila de espera; mesmo os hóspedes da pousada, se não confirmarem reserva, ficam de fora.

Muito mais que um simples banquete, o evento já é considerado uma atração da gastronomia da ilha. Os pratos são apresentados aos convidados pelo próprio anfitrião, o empresário Zé Maria Sultanun.

Entre as mais de 40 opções, o público pode degustar pratos típicos do Nordeste como carne de sol com queijo coalho, siri mole, camarão ao molho de jerimum, etc; diversos pratos internacionais ganharam um toque regional, como o estrogonofe de peixe, o ceviche de meca com laranja e graviola, o gratinado de bacalhau e polvo, bacalhoada portuguesa; segundo Zé Maria, nenhum convidado pode deixar de provar a farofa de pão velho (com alho crocante) e o arroz de jaca.

A apresentação encanta primeiro aos olhos. É difícil à primeira vista saber o que escolher, entre as múltiplas cores e sabores oferecidos. A paella com uma enorme cascata de camarões compete diretamente com um dos peixes servidos; nesse último, como parte do preparo, o pescado é envolto em uma massa de pão extremamente salgada, que funciona como tempero.

Interessado em culinária japonesa? Uma das vedetes é o sashimi preparado no próprio peixe. Ao lado dos sushis, sunomono e outras iguarias orientais, ganha destaque o uramaki de carne de sol com queijo coalho, uma novidade difícil de rejeitar.

Para naturebas: na varanda do restaurante, Zé Maria exibe orgulhoso o que chama de salada viva. Ali, o cliente pode selecionar o alface, rúcula e até o pepino que será posteriormente preparado. Os vegetais que estão ali fazem parte da horta que o empresário mantém em sua propriedade há oito anos; boa parte das plantas é criada com técnicas hidropônicas (ou seja, não são plantadas na terra, e sim na água). Além de abastecer a pousada, a produção ainda supre boa parte da demanda de outros estabelecimentos da ilha.

E se ainda sobrar espaço, reserve-o para o banquete de sobremesas. Pudins de leite e coco, mousse de pitanga e goiaba, brigadeiro de colher, tortas variadas e, para quem quiser aliviar a culpa, um mix de frutas.

Anote os dados:
Festival Gastronômico da Pousada Zé Maria
Onde fica: Floresta Velha
Tel.: (81) 3619.1258
O restaurante abre todos os dias para almoço e jantar.

Às quartas-feiras e aos sábados é realizado o Festival Gastronômico, com reserva antecipada.
Valor do festival: R$ 119,87 por pessoa (bebida à parte)