Pousada Zé Maria

Cabeleira grisalha solta, bermuda, camiseta e sandália havaiana surrada no pé, José Maria Sultanum é o personagem já folclórico de Noronha responsável por transformar em fetiche a hospedaria que leva seu nome: Pousada  Zé Maria.

Algumas credenciais da pousada: eleita cinco vezes consecutivas a melhor pousada do Brasil, em votação de leitores da Revista Viagem e Turismo; membro desde 2006 da Associação de Hotéis Roteiros de Charme; membro da Associação Brasileira de Restaurantes da Boa Lembrança.

Zé chegou a Noronha por acaso, em 1998, de férias; após idas e vindas, rendeu-se às belezas da ilha e, principalmente, ao mar. Apesar de bem-sucedido como tal, não é como empresário que Zé Maria se define, mas sim como pescador. E a indumentária não lhe deixa mentir, nem o indelével bronzeado.

E foi sem pretensão, afirma, que a casa e depois pousada domiciliar, cuja única função era abrigar amigos vindos de todas as partes, tornou-se um dos estabelecimentos de hospedagem mais requisitados do País. “Apenas sonho e Deus me ajuda a realizar. É muito trabalho, pele, simplicidade, coração. Tudo reunido, não tem como dar errado”, filosofa.

São muitas as explicações para o sucesso da pousada. Por exemplo, a discreta e eficiente cordialidade dos 65 funcionários,  e o luxo das suítes; ou a reconhecida preocupação ambiental (os bangalôs ficam sobre palafitas, evitando interferência no curso-d’água da chuva), ou ainda os cuidados com o bem-estar dos hóspedes (miniacademia de ginástica, sala de massagens e ofurô estão à disposição). “Os prêmios e elogios vêm do resultado do esforço que fazemos para oferecer um serviço de qualidade”, resume, sem falsa modéstia, o dono do nome que virou grife.

O hábito de trazer das águas de Noronha o alimento dos visitantes resultou no festival gastronômico que impulsionou para além-mar a fama da pousada.  “Sou um pesquisador, com sentimento, que gosta de conversar com as pessoas e saber de suas memórias gustativas. Já pesco pensando em como vou servir o peixe. Adoro ver o comensal diante de um prato sentindo o aroma”, deleita-se o anfitrião. Outro de seus prazeres está no cultivo de um horta orgânica e hidropônica, que abastece a cozinha e a comunidade com alface, rúcula, agrião e salsa fresquinhas. Árvores frutíferas e uma plantação de pimenta completam o “roçado”.

A primeira casa de madeira pré-fabricada construída por Zé Maria para reunir os amigos continua lá, servindo de residência para a família. A pousada passou por sucessivas reformas, e a estrutura hoje é muito maior.

Com capacidade para até 84 hóspedes, a Pousada oferece três tipos de acomodações: apartamento (a partir de R$ 498 a diária), bangalô (R$ 988) e bangalô especial (R$ 1.508 – com piscina de hidromassagem privativa e vista para o Morro do Pico); preços de julho de 2009. Todas são equipados com colchão box spring, TV a cabo, ducha com aquecimento solar, frigobar silencioso e conexão à internet sem fio. A pousada agenda ainda passeios e mergulhos, até mesmo em barco de pesca próprio.

Veja outros hoteis e pousadas em Noronha.

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Uma resposta to “Pousada Zé Maria”

  1. Banquete do Zé Maria « Fernando de Noronha Says:

    […] Pousada Zé Maria « Fernando de Noronha Disse: Setembro 3, 2009 às 11:03 pm | Responder […]

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