Noronha busca fontes de energia limpa

Poucas pessoas se dão conta desse contra-senso: embora Noronha seja exemplo de turismo sustentável e preservação ambiental (entre outras medidas restritivas, o Governo limita o número de visitas simultâneas à ilha, e obriga todos os visitantes a pagarem uma taxa de preservação ambiental), o arquipélago é ao mesmo tempo um grande emissor de gases poluidores no meio ambiente.

Dependente do consumo de combustíveis fósseis – a exemplo do óleo diesel, usado na geração de energia elétrica –, a ilha apresenta alto índice per capita de emissão de gás carbônico.

Na tentativa de reestruturar esse modelo, o governo de Pernambuco criou, ainda em 1008, um grupo de trabalho para estudar mudanças na matriz energética da ilha. O Grupo fechou recentemente o relatório final do projeto, que está sendo apresentado em reuniões com outras partes interessadas; por ocasião da reinauguração da Usina Tubarão (controlada pela Celpe), o administrador da ilha, Romeu Neves Baptista, entregou uma cópia do documento ao presidente do Grupo Neoenergia, Marcelo Corrêa.

Coordenador do GT e diretor de infraestrutura de Fernando de Noronha, Gustavo Araújo, explica que a criação do grupo faz parte do Plano Estratégico Ambiental de Pernambuco e que foi instituído com a proposta de discutir alternativas tecnológicas para compor um novo modelo energético para o arquipélago, apostando na energia limpa.

O rol de parceiros  inclui secretarias estaduais, ministérios, Petrobras, Celpe, Aneel, Universidade Federal de Pernambuco e outros. Cada participante se comprometeu com uma série de ações, que serão desenvolvidas em curto, médio e longo prazo. A primeira meta é aumentar em 20% a participação de energias limpas e renováveis no prazo de dois anos.

A emissão per capita de gás carbônico em Noronha é alta (comparável a de populações de países desenvolvidos), chegando a 50,33 toneladas de CO2 por pessoa ao ano. O diesel queimado na termelétrica Tubarão – utilizado na geração dos 2 mil kW de energia consumidos pela ilha – é um dos principais agentes poluentes. Na lista de compromissos assumidos pela Celpe, estão ações de eficiência energética com a instalação de placas solares nas pousadas, eficientização do consumo em prédios públicos, doação de geladeiras e lâmpadas fluorescentes compactas, dentre outras medidas.

Estudos estão sendo feitos para melhor aproveitamento de duas formas de energia limpa alternativas: eólica e solaar.

Energia eólica. Atingida por um raio, a turbina eólica instalada no ano 2000 pelo Centro Brasileiro de Energia Eólica (CBEE) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) está sem funcionar, mas um dos compromissos da entidade é reativar o equipamento e ampliar a geração dessa fonte de energia alternativa na ilha. O CBEE prevê investimentos da ordem de R$ 3 milhões para instalar uma ou mais turbinas, elaborar o mapa eólico da ilha, instalar torres anemométricas para medição do potencial eólico e fazer estudos de viabilidade técnica.

Energia solar.Outro projeto de sustentabilidade da Celpe em Fernando de Noronha é a instalação de placas solares nas pousadas da ilha. Essa energia solar seria utilizada no aquecimento da água pelos estabelecimentos, para utilização nos chuveiros, por exemplo. Até agora as placas foram instaladas em 20 pousadas, mas a idéia é que se estenda aos 180 hoteis e pousadas de Noronha.

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